O problema
A diretoria comercial discutia resultados com três versões diferentes do mesmo número: a versão do ERP, a versão da planilha regional e a versão do dashboard antigo. Cada reunião começava com quinze minutos de disputa sobre qual dado estava certo — e terminava sem decisão.
Estoque, vendas e margem viviam em sistemas separados, com regras diferentes para devoluções, cancelamentos e bonificações. Nenhum relatório respondia à pergunta que importava: onde está o dinheiro parado ou escapando?
Contexto
Operação multicanal (lojas próprias, franquias e e-commerce) com ERP consolidado, planilhas paralelas nas áreas e um acúmulo de dashboards locais criados ao longo dos anos — cada um com sua própria lógica de cálculo.
O time de TI era enxuto e não tinha capacidade de desenhar arquitetura analítica; o time comercial tinha urgência de confiabilidade antes da próxima temporada.
A solução
Uma plataforma executiva construída em três camadas:
- Ingestão e ELT automatizados — cargas diárias do ERP, e-commerce e planilhas críticas direto para o data warehouse, com monitoramento de falhas.
- Camada confiável modelada — modelo dimensional único, com regras de negócio versionadas e documentadas: bruto vs líquido, calendário comercial, hierarquia de produtos e clientes.
- Experiência executiva — dashboards segmentados por audiência (diretoria, gerência comercial, operações), cada um respondendo às perguntas específicas do seu papel, com alertas automáticos para desvios relevantes.
Arquitetura
ERP · E-commerce · Planilhas
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ELT automatizado (Dataform)
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BigQuery — raw → staging → trusted
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├── Modelo dimensional (fatos de venda, estoque, margem)
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Power BI — camadas executiva / gerencial / operacional
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Alertas automáticos de desvio (e-mail)
Implementação
Em dez semanas, o projeto avançou em sprints quinzenais com validação constante junto aos usuários-chave: modelagem das fontes críticas nas quatro primeiras semanas; camada trusted e regras de negócio consolidadas nas semanas cinco e seis; dashboards executivos e alertas nas semanas sete a nove; treinamento e transferência na décima.
Nenhuma semana dependeu de “acertar tudo no final”: cada sprint entregou algo utilizável.
Resultados
- Fonte única de verdade adotada pelas três diretorias nas reuniões de resultado.
- Indicadores de vendas, estoque e margem disponíveis em D+1 [VALIDAR].
- Cerca de 6 horas semanais de consolidação manual eliminadas da rotina comercial [VALIDAR].
- Regras de cálculo documentadas e versionadas — fim da “planilha oficial paralela”.
ROI e impacto
Com o diagnóstico inicial custando uma fração do projeto, a empresa priorizou exatamente as frentes de maior retorno. O retorno veio por três vias: horas de trabalho especialista devolvidas para análise (e não para copiar-e-colar) [VALIDAR], decisões de reposição e promoção tomadas em cima de margem real por SKU/canal [VALIDAR], e redução do risco institucional de decidir sobre números divergentes.
O número mais importante não está no dashboard: é a velocidade com que a diretoria passa da discussão “qual dado está certo?” para “o que vamos fazer?”.